Economistas de acordo?

2 02 2010

É costume ouvirmos comentários de economistas sobre a actualidade financeira e política em Portugal e no mundo. São especialistas de uma ciência social, não tanto de uma ciência exacta. Daí que seja normal as opiniões divergirem, mesmo quando se trata de números, do défice, do PIB, da inflacção, das taxas de juro, das taxas de crescimento, etc.

Ontem, no Prós e Contras da RTP1 assisti a algo que me arrepiou. Vários economistas opinaram sobre a economia portuguesa, o futuro, o presente, as preocupações, as dificuldades e aquilo que é necessário fazer para evitar que o país entre em colapso financeiro. Debitaram vários números, dos reais aos supostos, aos que são precisos. Todos estavam de acordo. Viu-se um Medina Carreira, crónico crítico sem papas na língua dos governantes e dos políticos e do estado caótico em que está Portugal. E, incrivelmente, foi acompanhado por todos os outros, uns mais acutilantes que outros, mas foi unânime a opinião da situação paupérrima em que estão as finanças públicas nacionais e com poucas perspectivas de recuperação a curto prazo.

Ontem não houve prós, só contras. Todos de acordo com o “buraco” em que se meteu o país. O ministro das Finanças já divulgou números pessimistas, criticado pela oposição por não revelar esses números antes das eleições. Um primeiro-ministro que já confessou que este estado das coisas foi propositado, para salvar o país da crise.

E os economistas todos de acordo nas mais pessimistas perspectivas para Portugal. E quando há consenso entre os economistas… é mesmo para ficarmos preocupados.





São sempre os mesmos

27 01 2010

O novo Orçamento de Estado não tem novidade nenhuma. Basicamente o que diz o documento é que são sempre os mesmos a levar a economia nacional às costas. Foi a classe média trabalhadora que ajudou a equilibrar as finanças públicas, quem evitou males maiores durante a crise, quem ajudou à retoma com o aumento do consumo e é quem vai agora novamente dar um empurrão no novo equilíbrio das finanças nacionais.

Os pobres têm que ser ajudados e os ricos estão sempre acima destas questões comezinhas. Sobra a classe média trabalhadora, que não pode fugir aos impostos e vê reduzidos os seus rendimentos a míseros tostões para governar a família, deduzidas as contribuições destinadas a alimentar uma máquina gulosa como é o Estado.





Não foi por falta de aviso…

27 01 2010

Depois daquela histeria toda em redor da Gripe A, com milhões gastos em vacinas, surgem agora algumas vozes a denunciar o exagero e o alarmismo que levaram aos lucros astronómicos dos laboratórios farmacêuticos, sugerindo mesmo a conivência da OMS.

Pois, já se percebeu que a Gripe A é afinal uma… gripe. É perigosa, chata, em certos casos mortal, mas é uma gripe como as outras. Claro que nestes casos mais vale pecar por excesso do que por defeito. Mas não deixa de nos fazer reflectir sobre as vantagens que alguns obtêm com o alarmismo colectivo. Basta lançar o pânico e exagerar um pouco e tornamo-nos de imediato bichos sociais.





Já cheira a Carnaval de Torres

22 01 2010





Bom ano de 2010

7 01 2010

Passada esta época festiva intensa, agravada pelo facto de ainda por cima coincidir com o meu aniversário e com o das minhas filhas, tentarei regressar à prosa neste blogue. Para já, desejos de um excelente ano de 2010 para todos os que, intencionalmente ou por descuido, aqui venham parar.





Raios partam os túneis!…

21 12 2009

Não. Não vou falar do túnel sob a Mancha, onde ficaram “encalhados” os comboios entre França e Inglaterra devido ao mau clima.

Quero falar é do túnel do estádio da Luz. Mais uma vez houve confusão dentro de um túnel de um estádio português e nós não conseguimos ver nada. Está mal. Pois com certeza que está mal. Se querem andar à porrada que o façam à vista de todos, para nos divertirmos um pouco. Então o pessoal paga bilhete e o melhor do espectáculo é dentro de… um túnel? Escondidos? Ainda por cima entre Benfica e FC Porto?

Metam os olhos na claque do Benfica que andou à pedrada num jogo de juniores com o Sporting. E depois ainda reclamaram por o recinto não ter condições. Estão a brincar, não? Aquilo é que é que ter condições para um espectáculo, sem túneis.

Mas porque é que estão sempre a fazer o melhor da festa dentro do túnel? E porque é que temos tantos túneis nos estádios portugueses? A partir de agora das duas uma: ou andam à porrada ainda no relvado ou então façam túneis de vidro.

E, já agora, acendam a luz ao fundo do dito cujo, ok?